Somos um movimento que luta contra um grande mal ambiental que é a bituca de cigarro.

Tudo começou em 2015 quando algo chamou muita atenção….. qual resíduo as pessoas não davam nenhuma importância ao descartar de forma simples nas ruas e praias e que possuía grande poder de contaminação e poluição nas cidades?

Muitas pesquisas foram feitas sobre esta preocupação e alguns resíduos foram estudados como azeite, isopor, chicletes e bitucas de cigarro…

Para nossa surpresa o lixo de mão mais jogado no mundo nas ruas era a bituca de cigarro! Cerca de 40% deste tipo de lixo!

Desde então várias ações já foram feitas pelo Brasil: campanhas de educação e conscientização das pessoas para descartarem a bituca de cigarro em local adequado, instalação de bituqueiras, entrega de porta bitucas a fumantes nas ruas de grandes capitais brasileiras como Porto Alegre, Rio de Janeiro e Florianópolis. Além do trabalho em praias catarinenses e cariocas como a Praia do Rosa, a Praia da Ferrugem além das praias de Florianópolis e da cidade do Rio de Janeiro.

Criamos em 2015 um projeto inédito na cidade de Porto Alegre/RS chamado POA SEM BITUCA integrado ao sistema público de lixeiras urbanas para a coleta e destinação correta das bitucas. Por se tratar de um resíduo com a classificação lixo classe 1, a mesma classificação de lixo hospitalar, vários critérios especiais de destinação final foram atendidos.

Através de um olhar aguçado para o problema, observamos que a população fumante descartava suas bitucas de cigarro de forma inconsciente também nas areias das praias como já acontecia nas ruas das cidades.

Realizamos pesquisas e estudos sobre o tema e chegamos a conclusão que a bituca de cigarro é o resíduo que mais suja e contamina praias no mundo… Baseado nisso criamos em 2016 o PRAIA SEM BITUCA, projeto também inédito no Brasil, iniciado na Praia do Rosa, em Imbituba, Santa Catarina. A Praia do Rosa foi considerada a primeira praia do Brasil com gestão total de resíduos de cigarros.

Devido a repercussão dos projetos, em 2016, criamos o FLORIPA SEM BITUCA, no qual executamos o projeto na cidade e nas praias da Ilha.

Seguindo a ideia de conscientizar sobre o problema das bitucas, implantamos o RIO SEM GUIMBA em 2017 com ações educativas que permaneceram ativas até 2018.

Todas as ações realizadas foram feitas através do apoio de pessoas que acreditaram na causa. Não utilizamos nenhum tipo de recurso publico, pois entendemos que a obrigação de recolhimento e destino final deve ser compartilhado entre fumantes e a indústria do tabaco.

A falta de interesse dos atores envolvidos: fumantes, poder público e a indústria do tabaco impactam na inviabilidade dos projetos pela falta de recursos.

Para que possamos dar continuidade nas ações do BRASIL SEM BITUCA, precisamos manter uma rede de mobilização ativa para fortalecermos e retomarmos as ações cotidianamente através do apoio de pessoas interessadas e sensíveis a essa causa.